O soldado Luis Paulo Mota Brentano, que está sendo acusado por homicídio qualificado, foi expulso da Polícia Militar. As investigações apontam que ele é responsável pela morte do surfista Ricardo dos Santos, em 19 de janeiro deste ano, na Guarda do Embaú, região de Florianópolis.
A Polícia Militar de Santa Catarina decidiu expulsar da corporação o policial militar Luís Paulo Mota Brentano, acusado de matar o sufista Ricardo dos Santos, o Ricardinho, em janeiro deste ano. De acordo com o tenente-coronel Nelson Coelho, do 8º Batalhão em Joinville, no Norte catarinense, Brentano foi notificado da decisão nesta quinta-feira (16). Ainda cabe recurso e por enquanto ele segue preso no batalhão, informou Coelho.
O crime aconteceu depois de uma discussão na Guarda do Embaú, em Palhoça, na Grande Florianópolis. No processo que corre em paralelo na Justiça, o policial aguarda decisão que determinará se ele irá ou não a júri popular. O PM alega legítima defesa.
A decisão na esfera administrativa coube ao coronel Benvenuto Chaves Neto, comandante da 5ª Região, após a análise de mais de 500 páginas do processo. Procurado pelo G1, o comandante não informou detalhes sobre sua decisão. Em nota, a Polícia Militar informou que o procedimento analisou "o valor, a ética, a disciplina e o pundonor policial militar".
O G1 entrou em contato com o advogado de Brentano para saber se a defesa entrará com recurso e aguardava retorno até a última atualização desta reportagem.
Enquanto houver possibilidade de recorrer, Brentano seguirá preso no batalhão da PM onde era lotado, segundo a PM. Após os prazos de recurso, caberá à Justiça determinar para qual unidade prisional do estado Brentano será transferido, informou o Tribunal de Justiça.
O policial acusado continuou recebendo salário durante o procedimento administrativo, mas teve o vencimento reduzido por não receber a indenização do serviço ativo – paga quando um policial trabalha nas ruas.
'Alívio'
“A gente lutou por isso, para que a justiça fosse feita", disse a namorada do surfista, a administradora Karoline Esser. "A gente fica um pouquinho mais aliviado e agora esperamos que a justiça seja feita também no julgamento. Nada traz ele de volta, mas nos sentimos mais leves", afirmou Karoline. O sogro do surfista, Volney Esser, disse que também recebeu a notícia com "alívio".
Inquérito interno
O procedimento interno foi concluído quase seis meses depois do crime. De acordo com o corregedor-geral da Polícia Militar em Santa Catarina, coronel Carlos Orthmann, o prazo “protocolar” para a conclusão desse processo era de 30 dias, prorrogáveis por mais 30 após a abertura do inquérito. Porém, segundo Orthmann, esses prazos não são “taxativos”.
Fonte: G1
O crime aconteceu depois de uma discussão na Guarda do Embaú, em Palhoça, na Grande Florianópolis. No processo que corre em paralelo na Justiça, o policial aguarda decisão que determinará se ele irá ou não a júri popular. O PM alega legítima defesa.
A decisão na esfera administrativa coube ao coronel Benvenuto Chaves Neto, comandante da 5ª Região, após a análise de mais de 500 páginas do processo. Procurado pelo G1, o comandante não informou detalhes sobre sua decisão. Em nota, a Polícia Militar informou que o procedimento analisou "o valor, a ética, a disciplina e o pundonor policial militar".
O G1 entrou em contato com o advogado de Brentano para saber se a defesa entrará com recurso e aguardava retorno até a última atualização desta reportagem.
Enquanto houver possibilidade de recorrer, Brentano seguirá preso no batalhão da PM onde era lotado, segundo a PM. Após os prazos de recurso, caberá à Justiça determinar para qual unidade prisional do estado Brentano será transferido, informou o Tribunal de Justiça.
O policial acusado continuou recebendo salário durante o procedimento administrativo, mas teve o vencimento reduzido por não receber a indenização do serviço ativo – paga quando um policial trabalha nas ruas.
'Alívio'
“A gente lutou por isso, para que a justiça fosse feita", disse a namorada do surfista, a administradora Karoline Esser. "A gente fica um pouquinho mais aliviado e agora esperamos que a justiça seja feita também no julgamento. Nada traz ele de volta, mas nos sentimos mais leves", afirmou Karoline. O sogro do surfista, Volney Esser, disse que também recebeu a notícia com "alívio".
Inquérito interno
O procedimento interno foi concluído quase seis meses depois do crime. De acordo com o corregedor-geral da Polícia Militar em Santa Catarina, coronel Carlos Orthmann, o prazo “protocolar” para a conclusão desse processo era de 30 dias, prorrogáveis por mais 30 após a abertura do inquérito. Porém, segundo Orthmann, esses prazos não são “taxativos”.
Fonte: G1
