O aumento da carga tributária, a retirada de incentivos fiscais e a revisão extraordinária das tarifas de energia elétrica aumentaram os custos das empresas, os quais não foram repassados totalmente aos preços dos produtos. A saída encontrada por muitas delas para enfrentar esta fase ruim foi a redução dos quadros de funcionários.
No primeiro semestre deste ano, as empresas de Joinville fecharam 1.101 postos de trabalho. O resultado negativo foi motivado principalmente pelo fraco desempenho da indústria nesta primeira metade de 2015, que não conseguiu reagir frente a um cenário econômico de retração.
O aumento da carga tributária, a retirada de incentivos fiscais e a revisão extraordinária das tarifas de energia elétrica aumentaram os custos das empresas, os quais não foram repassados totalmente aos preços dos produtos. A saída encontrada por muitas delas para enfrentar esta fase ruim foi a redução dos quadros de funcionários.
Algumas indústrias fizeram demissões – assim como a Tigre que desligou 99 pessoas no início deste mês –, outras simplesmente não repuseram vagas em aberto – como a Whirlpool que em abril anunciou o fechamento de 3.000 postos de trabalho. O fato é que a indústria acumula um saldo de 2.517 empregos a menos no mercado. Só em julho foram 1.284 vagas fechadas.
Como em Joinville a indústria é um dos setores que melhor paga seus funcionários, não demorou muito para que outros segmentos também começassem a adotar cortes de pessoal em função da recessão da economia. As oscilações das contratações no comércio terminaram o primeiro semestre com saldo negativo, de menos 398 empregos no mercado de trabalho.
Os serviços que até então vinham gerando muitos empregos na cidade estacionaram e nos últimos dois meses registraram mais demissões do que contratações – em junho a redução foi de 152 postos de trabalho com carteira assinada. Mas ao contrário da indústria e comércio, os serviços acumularam resultado positivo na geração de empregos de janeiro a junho: 1.475 novas vagas.
Até mesmo na administração pública, setor reconhecidamente mais estável, houve fechamento de vagas no mês passado: enquanto 2 servidores públicos foram contratados, 24 foram exonerados. A soma destes números deixa Joinville, pelo segundo mês consecutivo, na última posição do ranking da geração de empregos em Santa Catarina.
Setor de TI com vagas abertas
Apesar do cenário ruim, empresas de tecnologia da informação estão crescendo e demandando mais profissionais em Joinville. O Mapeamento de TIC 2015, realizado pelo Geração TEC no primeiro trimestre deste ano, mostrou que o setor deve criar mais 313 vagas de trabalho neste ano – a maioria delas para desenvolvedor e engenheiro de software.
A empresa Conta Azul, líder nacional em software de gestão para micro e pequenas empresas, está expandindo a sua equipe, hoje com 140 funcionários, e pretende, até o fim ano, efetuar 70 novas contratações. Neste momento estão abertas 30 vagas, nas áreas de Tecnologia da Informação, Marketing Digital, Vendas e Atendimento ao Cliente, sendo a maior parte delas para integrar o time interno de vendas.
De acordo com o gerente executivo da Fundação Softville, Ademir Rossi, em Joinville existem 1.400 empresas de informática que atendem não somente a região, mas o Brasil e algumas atuam até em outros países. “O desenvolvimento tecnológico de uma região exige inovação e ela vem alinhada com o desenvolvimento de softwares.
Cada vez mais teremos soluções embarcadas em produtos ou em softwares, portanto a demanda por profissionais de informática deve aumentar e a formação de pessoas nesta área tem que acompanhar esse ritmo”, observa Rossi.
Fonte: ND Online
